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Unidade 4


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Introdução

Olá, aluno(a), nesta unidade iremos falar da fase final do planejamento estratégico, que é a implementação, execução e avaliação estratégica.            

Veremos que a fase de implementação é muito delicada e exige muito conhecimento para que a empresa possa buscar um futuro diferente do presente.

Veremos também que na fase de execução é necessário buscar um comportamento que possibilidade alcançar os objetivos estabelecidos pela empresa.  

E ainda que, tão importante quanto aplicar as estratégias definidas, é saber avaliar se de fato a empresa está no caminho certo. Assim é importante criar indicadores que possibilitem avaliar a empresa à luz dos objetivos estabelecidos.

Implementação Estratégica

Caro(a) aluno(a), implementar uma estratégia não é uma tarefa fácil, é necessário que haja uma série de passos, que antecedem a aplicação estratégica. Representa uma preparação inicial para que a empresa possa direcionar uma série de esforços no sentido de alocar as competências e os recursos necessários para que a execução seja de fato implementado com eficiência e eficácia, alcançando os seus objetivos.

Para implementar a estratégia, Chiavenato e Sapiro (2016) listam algumas ações prévias:

  1. Buscar os recursos financeiros necessários.
  2. Treinar e capacitar as pessoas que estão diretamente ou indiretamente ligados à implementação estratégica.
  3. Modificar a estrutura da empresa para que haja um processo facilitador na cultura da empresa.
  4. Preparar os gestores da empresa em relação às atividades requeridas por eles.
  5. Montar a equipe de trabalho.
  6. Realizar as reuniões de alinhamento estratégico organizacional.
  7. Buscar apoio e engajamento de toda a equipe de trabalho quanto à realização das estratégias, metas e objetivos.
  8. Definir as metas, objetivos individuais e em grupos de trabalho.

O processo de implementação estratégica nas empresas contempla uma ação de mudança para que a empresa possa buscar um futuro diferente da atual realidade organizacional. É um processo de trabalho que precisa de muita dedicação e cuidado para que seja executado da melhor maneira possível. Mas como uma empresa pode se manter competitiva se o ambiente está em constantes mudanças? Na verdade, não existe um fórmula mágica que vá resolver todos os problemas da empresa, entretanto, as ferramentas, quando aplicadas adequadamente, potencializam as chances da empresa se tornar bem sucedida em longo prazo, aumentando o seu desempenho de acordo com as expectativas do seu público alvo (CHIAVENATO; SAPIRO, 2016).

Assim, a implementação estratégica se constitui como uma das etapas mais complicadas de ser executada no planejamento estratégico, pois contempla um conjunto de ações e atividades em todos níveis organizacionais com o objetivo de colocar em prática os objetivos e metas da empresa (SOBRAL; PECI, 2013).

Para que a implementação seja bem sucedida, é importante que haja congruência entre os níveis estratégicos organizacionais (estratégico, tático e operacional). A estrutura organizacional irá definir e estipular que as atividades estejam em consonância com a estratégia a ser aplicada. Ao implementar uma estratégia será necessário tomar decisões difíceis mas que garantam o alinhamento de todos os envolvidos na estratégia organizacional (SOBRAL; PECI, 2013).

É fato que na atualidade as empresas já não podem mais adotar as mesmas práticas triviais de anos anteriores. Uma empresa bem sucedida é uma organização que está em constante movimento de mudança para se adequar ao ambiente de negócios, inovando e se destacando em relação aos principais concorrentes de mercado.

Assim, a mudança não é algo opcional para as empresas, trata-se de uma questão lógica e racional de sobrevivência. Se o ambiente muda, a empresa precisa acompanhar as mudanças de perto e se manter atualizada para poder competir de igual para igual. Isso faz com que a implementação estratégica seja excelente (CHIAVENATO; SAPIRO, 2016).

Como as empresas nunca estão sozinhas neste ambiente, são muitas as empresas que competem por espaço e confiança dos clientes. Desta forma, é necessário se desprender das regras tradicionais para se tornar uma empresa única e desejável perante os clientes. A empresa precisa se reinventar todos os dias e isto só é possível por meio da implementação do planejamento estratégico.

Planejamento estratégico tradicional Planejamento estratégico para alto desempenho
●     Imitar o substituir.
●     Concorrentes são rivais.
●     Obter concessões e baixos preços dos fornecedores.
●     Criar estruturas verticalmente integradas.
●     Organizar para maior tamanho e eficiência.
●     Aumentar o tamanho organizacional e as barreiras de entradas.
●     Reduzir o poder de barganha dos clientes.
●     Criar especialização funcional e separação dentro da organização.
●     Concorrentes com a máxima participação no mercado dentro de uma indústria definida.
●     Inovar, colaborar e complementar.
●     Concorrentes podem ser parceiros e cooperadores.
●     Desagregar e focalizar as competências essenciais e terceirizar seletivamente.
●     Otimizar agilidade e adaptabilidade.
●     Engajar o cliente e encantar o cliente.
●     Concorrer em valor e oferecer uma excelente proposta de valor.
●     Criar uma experiência agradável ao cliente.
●     Enfatizar integração organizacional seletiva de funções e de processos.
●     Criar mercados virtuais ao longo da indústria e otimizar os lucros.

Quadro 4.1 - As mudanças definem as novas regras de gestão
Fonte: Chiavenato e Sapiro (2016, p. 308).

De fato, implementar uma estratégia é um rompimento com o passado da empresa e, na maioria das empresas, isto representa repensar a estrutura organizacional, modificando as práticas, atividades, lideranças, sistemas de informação e controle, tomando decisões que representem uma nova era de todos os envolvidos com a estratégia da empresa.

Maximiano (2011), explica que na implementação estratégica, as empresas devem buscar o cumprimento da missão e dos objetivos da empresa, buscando diferentes alternativas de ação, chamadas de estratégias funcionais e operacionais. Assim, as ações nas áreas funcionais agrupam-se a outras maneiras de colocar a estratégia da empresa em prática, conforme Figura 4.1.

Figura 4.1 - Formas de implementar o plano de estratégico
Fonte: Maximiano (2011, p. 151).

Basicamente, a implementação do planejamento estratégico terá que partir da estratégia definida pela empresa, contemplando as áreas funcionais da administração (marketing, finanças, recursos humanos, pesquisa e desenvolvimento, produção etc.), perpassando pelas decisões que envolvem a estrutura hierárquica da empresa (estratégico, tático e operacional), por meio de políticas e procedimentos definidos acerca das ações e atividades previamente definidas e planejadas no projeto da empresa, isto para que, de maneira sinérgica, possa executar posteriormente a estratégia.

Execução Estratégica

A execução da estratégia é uma etapa que acaba tomando um tempo razoável, por ser mais difícil e complexa no planejamento estratégico e que irá definir o sucesso ou insucesso de uma organização. É necessário que essa execução saia do papel e se vincule ao mundo real da empresa e que seja compreendida e difundida no ambiente organizacional.

Desta forma, todas as empresas devem compreender o seu papel frente ao planejamento, para que as estratégias sejam praticadas de forma eficiente e eficaz, afinal, as pessoas é quem são as protagonistas nas empresas, e os processos dependem diretamente das pessoas (CHIAVENATO; SAPIRO, 2016).

A execução estratégica irá contemplar a soma de todas as atividades necessárias para a execução do planejamento elaborado. É um processo no qual as políticas e atividades são colocadas em curso de ação para uma correta implementação e execução.

Chiavenato e Sapiro (2016) explicam que o processo de execução deve permear algumas etapas para responder a algumas questões básicas:

  • Quem serão as pessoas que irão executar o plano?
  • O que deverá ser realizado para alinhar as atividades aos objetivos da empresa?
  • Como cada pessoa irá trabalhar em grupos?
PLANEJAMENTO ORGANIZAÇÃO DIREÇÃO CONTROLE
Metas e objetivos Plano de trabalho:
●          O que fazer.
●          Como.
●          Onde.
●          Por quem.
●     Atribuição de recursos:
●     Geração de competências.
●     Sistemas de apoio.
●     Sistemas de informação.
●     Infraestrutura de trabalho.
●     Treinamento.
●     Desenvolvimento.
●     Liderança.
●     Comunicação.
●     Motivação e engajamento.
●     Orientação e apoio.
●     Espírito de equipe.
●     Espírito empreendedor.
●     Reuniões.
●     Discussões.
●     Sugestões.
●     Medição do trabalho.
●     Comparação com métricas.
●     Localização de gaps.
●     Avaliação de desempenho.
●     Ações preventivas.
●     Ações corretivas.
●     Reavaliação do status.
●     Reciclagem do plano.
●     Reconhecimento e recompensas.
Retroação

Quadro 4.2 - Os passos para a execução da estratégia
Fonte: adaptado de Chiavenato e Sapiro (2016, p. 313).

Sobral e Peci (2013) destacam que no planejamento as organizações devem definir o caminho a ser seguido. Isto, na fase de execução estratégica, se traduz em torno dos objetivos da empresa, assim, cabe aos gestores definir o caminho que a empresa irá seguir para alcançar os seus objetivos. Essas decisões iniciais são fundamentais para que a empresa possa expandir de forma sustentável.

Ainda de acordo com Sobral e Peci (2013), o planejamento irá proporcionar algumas vantagens e benefícios:

  • Senso de direção:  definir rumo da empresa e direcionar os esforços necessários para cada integrante da equipe de trabalho.
  • Focaliza os esforços: promove uma clara integração entre os membros da empresa. Sem este tipo de planejamento, a empresa fica sujeita a cada um agindo à sua maneira.
  • Maximiza a eficiência: otimiza a utilização dos recursos, evitando gargalos e desperdícios.
  • Reduz o impacto sobre o ambiente: por meio do planejamento, já se define o ambiente que a empresa terá que enfrentar, ou seja, ela se prepara antecipadamente para isso.
  • Define parâmetro de controle: melhora o controle sobre o desempenho da empresa por meio de indicadores e parâmetros já estipulados para avaliação.
  • Atua como fonte de motivação e comprometimento: o planejamento fornece um senso de identidade para as pessoas com o planejamento da empresa.
  • Potencializa o autoconhecimento organizacional: o planejamento proporciona um clima adequado para enfrentar os desafios do ambiente interno e externo.
  • Fornece consistência gerencial: as decisões são pautadas em informações com fundamentação e não simplesmente seguindo a intuição.

No que tange à organização, esta é fundamental para que haja a distribuição correta e adequada das tarefas e recursos da empresa pelos integrantes da empresa. Em outras palavras, na fase de execução estratégica, a organização estabelece basicamente maneiras de comunicação e coordenação entre os membros, de maneira que os objetivos da empresa sejam cumpridos.

Sobral e Peci (2013) pontuam alguns princípios presentes no processo de organização:

  1. A especialização do trabalho no grau desejado pela empresa.
  2. Organização da cadeia de comando da empresa, definindo cada qual com suas responsabilidades.
  3. Controle ideal sobre os subordinados.
  4. Critérios de definição de tarefas a serem executados.
  5. Grau de centralização das decisões a serem tomadas.
  6. Formalização das atividades a serem desenvolvidas.

No que compete ao elemento direção, as empresas possuem objetivos complexos a serem alcançados, assim, é preciso superar seus limites da ação individual e grupal. A direção é uma função que possui a responsabilidade de coordenação de todas as ações dos indivíduos na empresa, desta forma, na execução estratégica isso se dá quando é necessário orientar, motivar e liderar os seus comandados. Cabe ainda nesta função garantir boas condições de trabalho e que haja um bom ambiente para desenvolver as atividades em harmonia e cooperação entre os membros organizacionais, reduzindo os conflitos que porventura possam aparecer (SOBRAL; PECI, 2013).

O último passo da execução estratégica é a função da administração, denominada de controle. O controle é um esforço para garantir a execução das atividades estabelecidas no planejamento da empresa. Basicamente, compreende um processo que tem por objetivo o alcance eficaz da missão e do propósito da empresa. Assim, a função controle tem duas atribuições fundamentais: monitorar as atividades de maneira que se possa garantir o seu pleno funcionamento de acordo com o planejado e corrigir os desvios que porventura possam acontecer, tomando decisões corretivas sempre que aparecer desvios significativos no planejamento da empresa.

SAIBA MAIS

Planejamento estratégico Binacional Itaipu

Olá, caro(a) aluno(a), você tem a curiosidade de conhecer o planejamento estratégico de uma grande empresa? E se esta empresa for a Binacional Itaipu? Para isso, acesse o link disponível em: <https://www.itaipu.gov.br/institucional/planejamento-estrategico>.

Fonte: elaborado pelo autor.

De acordo com Chiavenato e Sapiro (2016), existem vários fatores importantes e fundamentais na execução estratégica na empresa, que são:

  • Liderança: o gestor da organização deve ser o líder da ações estratégicas, conduzindo a sua equipe de trabalho. Ainda deve contar com a ajuda de uma equipe talentosa, escolhida de forma pontual, para apoiar e orientar todas as pessoas envolvidas, garantindo o comprometimento de todos com a estratégia a ser aplicada.
  • Comunicação: todas as áreas da empresa devem receber informações claras e objetivas, de modo que não haja distorções ou ruídos na comunicação, contemplando obviamente o cotidiano da empresa, o respeito em todos os níveis hierárquicos da empresa.
  • Adequação a estrutura da empresa: a estrutura da empresa deve estar adequada à execução estratégica. Se houver a necessidade de mudança, a estrutura deve ser alterada em conjunto. A estrutura deve conectar as atividades da empresa em suas diversas partes.
  • Abertura na forma de gestão: para melhorar o relacionamento entre todos os envolvidos na empresa, o estilo de gestão deve ser inovador, contemplando um modelo participativo e colaborativo, se desprendendo do modelo tradicional e engessado das organizações do século passado.

REFLITA

Execução estratégica adequada

Para que haja uma execução estratégica adequada, é fundamental que a estratégia esteja elencada à disciplina, liderança e cultura da empresa.

Fonte: elaborado pelo autor.

Avaliação Estratégica

A avaliação estratégica é o último passo do planejamento estratégico e tem por objetivo acompanhar os resultados da empresa no que tange à execução da estratégias aplicadas e verificar os ajustes e correções necessários para adequá-las às mudanças que podem ocorrer neste caminho.

Todo planejamento é realizado antes que as mudanças aconteçam, assim, é natural ajustar a estratégia escolhida pela empresa de forma constante e continuada às mudanças que acontecem tanto no ambiente interno quanto no ambiente externo da empresa (CHIAVENATO, 2007).

Neste sentido, aluno(a), a avaliação da estratégia irá compor ações no qual os executivos da empresa irão acompanhar os resultados alcançados e avaliar a eficiência e eficácia da estratégia, tal como foi elaborada, implementada e executada.

Quando é realizado um planejamento estratégico também se determinam as métricas de avaliação para acompanhar os resultados alcançados, que devem ser monitorados para colocar em prática medidas corretivas necessárias para que a estratégia alcance os resultados propostos.

De acordo com Chiavenato e Sapiro (2016), existem critérios para avaliar a eficiência e eficácia da estratégia organizacional:

Consistência interna: as estratégias da empresa devem estar alinhadas ao clima e à cultura da empresa, envolvendo a estrutura organizacional e o estilo de gestão adotado pelos gestores, ou seja, é necessário que a empresa tenha um comportamento que possibilite as ações necessárias para poder alcançar os objetivos globais da empresa. Desta maneira, para Chiavenato e Sapiro (2016), é necessário ainda ter atenção quanto aos seguintes aspectos:

  • Processo de desenvolvimento e capacitação das pessoas envolvidas.
  • Recursos que a empresa tem a sua disposição.
  • Estrutura que permita interagir com o ambiente e fazer as conexões necessárias.
  • Avaliação do desempenho dos executivos e dos funcionários no alcance dos objetivos.
  • Clima e a cultura organizacional no sentido de garantir a responsabilidade e assegurar o comprometimento do grupo.
  • Estilo de gestão pautado em uma administração participativa e colaborativa.
  • Governança corporativa capaz de satisfazer e manter boas relações com os investidores para prestar contas das saúde financeira da empresa.

Consistência com o ambiente: a empresa precisa analisar o ambiente externo, para garantir que estará adequada às mudanças que este ambiente impõe, garantindo as condições ambientais adequadas para a manutenção da competitividade e sustentabilidade organizacional. Chiavenato e Sapiro (2016) elencam ainda alguns aspectos que devem ser o ponto focal da empresa no ambiente externo:

  • Total atenção no cliente ou consumidor.
  • Visão estratégica orientada para mercado.
  • Garantia de que a empresa tenha os recursos necessários.
  • Atendimento legal das exigências.
  • Muita atenção aos concorrentes diretos e indiretos.
  • Atenção aos aspectos incontroláveis, como: economia, tecnologia, política etc.
  • Atenção às expectativas dos stakeholders.

Adequação das competências e recursos disponíveis: a empresa precisa fazer uma autoavaliação, observando os recursos que ela precisa ter e os recursos que ela dispõe para colocar em prática suas estratégias.

Oportunidades e riscos envolvidos: a empresa precisa estar antenada ao que está acontecendo no ambiente externo para aproveitar as oportunidades existentes e identificar as ameaças. Chiavenato e Sapiro (2016) destacam algumas dessas oportunidades ou ameaças:

  • Financeiro.
  • Econômico.
  • Social.
  • Político.
  • Ecológico.

Horizonte de tempo: é fundamental considerar a execução estratégica: basicamente de acordo com Chiavenato e Sapiro (2016), deve-se observar:

  • Os reflexos a curto prazo das estratégias implementadas.
  • Os resultados a médio prazo.
  • E no longo prazo, os objetivos alcançados.

Aplicabilidade a longo prazo: os autores, mencionam que alguns aspectos devem ser observados no que tange às estratégias de longo prazo:

  • Resultado financeiro e o retorno obtido.
  • Resultados sociais.
  • Resultados ambientais.

Assim, caro(a) aluno(a), se você chegou neste ponto do planejamento estratégico, ele está praticamente pronto. Porém, antes de implementar, é necessário analisar a sua consistência, tanto no que tange ao ambiente interno quanto ao externo, afinal, tempo custa dinheiro e recursos da empresa e não temos motivos para desperdiçá-los. Então, vale a pena, segundo Oliveira (2013), efetuar uma revisão considerando ainda alguns aspectos:

a) Revisões ocasionais: nenhum planejamento estratégico deve ser considerando inflexível, pois o gestor deve se atentar às mudanças que ocorrem no ambiente que empresa está inserida para realizar as modificações necessárias para garantir o curso das ações. Afinal, se houver omissões na avaliação dos resultados, os objetivos alcançados podem ser muito diferentes do que realmente foi planejado.

b) Periódicas: embora seja trabalhoso rever os planejamentos e resultados, é necessário que haja um sistema apurado para o devido acompanhamento da realidade da empresa.

Diante desses aspectos, o executivo, ao implementar o planejamento estratégico, deve ter muito cuidado em todas as etapas de planejamento para que a operacionalização seja eficiente e eficaz e que a empresa venha de fato alcançar o seu o propósito.

Causas de Falhas do Planejamento Estratégico

Para fechar com chave de ouro, como diz aquela velha máxima, é necessário que você, aluno(a), entenda que o planejamento não é um documento prescritivo e que vai resolver todos os problemas da empresa. A seguir, Oliveira (2013) demonstra alguns motivos que levam as empresas a falharem na elaboração e implementação do planejamento estratégico.

Antes do início da elaboração Durante a elaboração Durante a implementação
1- Estrutura inadequada do setor:

a- Contratação de um elaborador do plano
b- Alocação inadequada na estrutura
c- Funcionários ineficientes
d- Estruturação inadequada da equipe
1- Desconhecimento dos conceitos básicos:
a- Considerar como um processo fácil ou difícil
b- Não considerar como um sistema integrado
c- Desconsideração dos aspectos intuitivos  
1- Inadequação no controle e avaliação:
a- Falta ou inadequação do sistema de controle
b- Desconsideração da relação custo versus benefício
2- Ignorância da importância e significado do planejamento:
a- Existência do sucesso sem o planejamento
b- Alguma falha anterior do planejamento
c- Expectativa de enormes e rápidos resultados
d- Transposição direta do planejamento de outra
e- Desvinculação
2- Inadequação no envolvimento dos níveis hierárquicos:
a- Envolvimento insuficiente ou demasiado da alta administração
b- Não envolvimento da média administração
c- Atitudes inadequadas perante ao planejamento
2- Interação inadequada com os funcionários:
a- Falta de participação e envolvimento
b- Falta de comprometimento
c- Falta de conhecimento
3- Não preparação do terreno do planejamento:
a- Não eliminação dos focos de resistências
b- Não esquematização dos sistema de controle e avaliação
c- Desconhecimento a natureza do planejamento
3- Defeitos na elaboração em si: 
a- Não interligação com os planejamentos operacionais.
b- Falhas no estabelecimento e interligação dos vários itens considerados
c- Excesso ou falta de simplicidade, formalidade e flexibilidade
d- Período de tempo inadequado
e- Ineficiência dos responsáveis pelo planejamento
f- Inadequada ou inexistente gestão do conhecimento
g- Distanciamento do processo de inovação
 
4- Desconsideração da realidade da empresa:
a- Inadequação ao tamanho e recursos disponíveis
b- Inadequação quanto à cultura da empresa
4- Baixa credibilidade ao planejamento:
a- Descontinuidade no processo
b- Utilização de situações pouco realistas
c- Não divulgação das informações
d- Dificuldade de trabalhar com o planejamento
 

Quadro 4.3 - Causas de falhas do planejamento estratégico
Fonte: adaptado de Oliveira (2013, p. 291).

É importante destacar, caro(a) aluno(a), que este livro não esgota todas as aplicações acerca do planejamento estratégico, entretanto, direciona você, aluno(a), a um caminho que possibilitará a empresa buscar alternativas e alcançar um futuro diferente do presente da empresa.

Indicação de leitura

Administração, teoria e prática no contexto brasileiro

Editora: Pearson

Autores: Felipe Sobral e Alketa Peci

Ano: 2013

ISBN: 978-85-8143-085-0

Comentário: a didática pontual e bem estruturada por meio de conceitos teóricos aplicados ajuda o leitor a ter uma visão sistêmica e integrada das áreas da administração. Agora, além da apresentação de casos reais, cada capítulo conta com diversos “mini casos” para ilustrar os pontos relevantes abordados. A inclusão dos quadros “Dilema ético” e “Mito ou ciência?” possibilita reflexões mais aprofundadas e um forte vínculo entre seu cotidiano e o conteúdo do livro.

Atividade

Normalmente, a implantação de uma estratégia corresponde a, por exemplo, um novo produto ou serviço, cliente ou tecnologia, bem como exige alterações internas na empresa, tais como na estrutura organizacional, no sistema de informações e na estrutura dos recursos. O executivo deve estar muito atento a isso para evitar problemas quanto aos resultados apresentados pela nova estratégia.

OLIVEIRA, D. de P. R. Planejamento estratégico: conceitos, metodologia e práticas. 31. ed. São Paulo: Atlas, 2013.

Antes de iniciar a implementação da estratégia escolhida pela empresa, algumas ações prévias são necessárias. Aponte a alternativa que representa algumas dessas ações.

Contratar pessoas de fora e que tenham muita experiência em implementação de estratégia.

Incorreta: A contratação de pessoas de fora não deve ser uma ação prévia; deve-se capacitar e treinar as pessoas que já fazem parte do ambiente empresarial e que já conhecem as particularidades da empresa. A experiência não é garantia de aplicação com sucesso da estratégia, pois é preciso conhecer o segmento e o mercado no qual a empresa atua.

Modificar a estrutura da empresa, preparar os gestores em relação às atividades e capacitar as pessoas.

Correta: Para implantar a estratégia, a estrutura da empresa deve estar preparada e adequada, abrangendo desde mudanças de cargos a atividades e hierarquias. Isso também requer preparo por parte dos gestores, a fim de saberem delegar as novas ações e capacitar as pessoas com as competências necessárias.

Investir em consultoria de planejamento estratégico e seguir, na totalidade, todas as orientações, sem ouvir os gestores.

Incorreta: O investimento em consultoria de planejamento estratégico pode até ser utilizado, mas segui-lo na sua totalidade sem ouvir os gestores é um grande risco para que a implementação ocorra com sucesso. Deve-se fazer algo compartilhado e colaborativo.

Não há necessidade de realizar reuniões de alinhamento estratégico organizacional.

Incorreta: Na verdade, é o contrário. Deve-se, sim, realizar reuniões de alinhamento estratégico organizacional; essas reuniões são importantes para fazer as calibragens necessárias durante a implementação da estratégia, pois o mercado pode mudar e novos alinhamentos podem ser traçados.

Fomentar somente recursos financeiros próprios para o investimento.

Incorreta: O termo “somente” acaba deixando a alternativa incorreta, pois buscar recursos financeiros é necessário, mas não “somente” recursos próprios; esses recursos podem vir de outras fontes, de terceiros, como um investimento em longo prazo.

Atividade

A execução da estratégia requer o esforço conjugado de todos os níveis e participantes da organização para que proporcione um efeito global, sistêmico e holístico. A execução ou implementação da estratégia é tarefa de todos, não apenas de alguns.

CHIAVENATO, I. Administração para não administradores: a gestão de negócios ao alcance de todos. 2. ed. Barueri: Manole, 2011.

A partir dessas informações e de acordo com os estudos sobre execução da estratégia, determine quais os fatores importantes e fundamentais na execução da estratégia na empresa.

Plano de finanças, plano comercial, plano recursos humanos, plano compras, plano produção e plano manutenção.

Incorreta: A alternativa refere-se a áreas ou departamentos dentro da empresa que contribuem cada um com seu próprio plano, portanto, são conhecidos como planejamento tático, que tem um escopo em médio prazo com ações que, juntas, objetivam o plano estratégico.

Plano estratégico, plano tático e plano operacional.

Incorreta: Esses são itens da estrutura hierárquica da empresa; no plano estratégico temos os objetivos em longo prazo; no plano tático, os objetivos setorizados em médio prazo; no plano operacional, a execução das tarefas em curto prazo.

Liderança, comunicação, adequação à estrutura, abertura na forma de gestão.

Correta: A liderança permite ao gestor conduzir sua equipe de trabalho, fazendo com que todos estejam envolvidos. A comunicação deve ser tratada com clareza e objetividade. Também se deve ter em mente a adequação da empresa à estratégia que está sendo executada. Por fim, deve-se estar aberto a novas formas de gestão, com inovação, participação e de forma colaborativa.

Especialização, controle financeiro, formalização das atividades e processos.

Incorreta: A especialização não é algo obrigatório e fundamental na execução da estratégia. O controle financeiro refere-se à outra área da empresa, a parte operacional da área financeira. A formalização das atividades e processos é importante para a parte operacional da empresa.

Planos operacionais, estrutura organizacional, políticas e procedimentos e planos de projetos.

Incorreta: Esses são itens que estão alocados internamente na empresa, sendo a base para sua operacionalização, como os planos do dia a dia, a divisão da estrutura, o que pode ser feito, suas regras (por meio de políticas e procedimentos) e seus projetos.

Atividade

Determinada empresa iniciou a implementação do planejamento estratégico, mas houve descontinuidade nos processos durante a implementação, as situações previstas não foram realistas e ocorreram dificuldades para trabalhar aquilo que estava planejado.

O caso hipotético apresentado mostra algumas falhas durante o processo de implementação do planejamento estratégico de determinada empresa. Sobre essas falhas, indique a seguir qual é o motivo principal para que elas tenham ocorrido.

Desconsideração da realidade da empresa.

Incorreta: Esse motivo se refere a outras falhas, como inadequação ao tamanho e aos recursos disponíveis e quanto à cultura da empresa – esses itens não são mencionados no caso hipotético.

Baixa credibilidade ao planejamento.

Correta: A baixa credibilidade ao planejamento levou à descontinuidade nos processos –por falta de entendimento ou mesmo de interesse. A falta de credibilidade também gerou situações não condizentes com a realidade da empresa e do mercado. Sendo assim, o que era planejado não era executado.

Desconhecimento dos conceitos básicos.

Incorreta: Esse motivo se refere a outras falhas, como considerar um processo como fácil ou difícil, não considerá-lo como um sistema integrado, desconsiderar os aspectos intuitivos – esses itens não são mencionados no caso hipotético.

Estrutura inadequada do setor.

Incorreta: Esse motivo se refere a outras falhas, como contratação de um elaborador do plano, alocação inadequada na estrutura, funcionários ineficientes e estruturação inadequada da equipe – esses são itens que não são mencionados no caso hipotético.

Não preparação do terreno do planejamento.

Incorreta: Esse motivo se refere a outras falhas, como não eliminação dos focos de resistências, não esquematização dos sistemas de controle e avaliação e desconhecimento da natureza do planejamento – esses são itens que não são mencionados no caso hipotético.

Unidade Concluída

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